
Opinião de
João M.J Milheiro
José Maria Prazeres Pós-de-Mina, tem 50 anos, é alentejano, natural da freguesia de Pias, concelho de Serpa, distrito de Beja. Pós-de-Mina é presidente da Câmara de Moura e chamam-lhe o "autarca do futuro".
Foi eleito pela OneWorld (organização não governamental norte-americana dedicada aos direitos humanos e à consciência ambiental) uma das dez figuras do ano. A revista Visão, chama-lhe simplesmente... "o autarca solar".
E porquê? Porque lutou, quem nem um leão, para ver instalada nas suas terras – para os lados da Amareleja – uma das maiores centrais fotovoltaicas do mundo. Esta aventura das energias limpas no concelho de Moura começou no ano 2000, quando a empresa Renatura bateu à porta da câmara com uma proposta de parceria para um projecto integrado de desenvolvimento sustentável.
Pós-de-Mina "cheirou" o projecto e o projecto "cheirou-lhe" a oportunidades… e a futuro. Há homens assim: Têm capacidade para "cheirar" a léguas o "odor" das oportunidades.
Há outros homens que nem assim são: Mesmo que as oportunidades lhes mordam nos calcanhares, passam por elas como… "cão por vinha vindimada". Para o José Maria (o Prazeres Pós-de-Mina) e para o concelho de Moura, tudo começou no ano 2000. Para o João Maria (o Ribeiro Reigota) e para o concelho de Mira, o ano 2000 foi o ano do desperdício, do ter e não querer, do não aproveitar uma oportunidade de ouro para ter tornado o nosso concelho de Mira num concelho diferente daquilo que é hoje: Um concelho "desenxabido" (eu a pensar que se escrevia com um S e afinal é com um X, xabido… santa ignorância), sem chama e sem brilho.
Esta história (de causar arrepios até a uma foca do árctico), conta-se "em menos de um fósforo" e é assim: Início do ano 2000 – mais exactamente a 15 de Março de 2000 – o João Maria (o Ribeiro Reigota) vai a Lisboa e recebe a notícia (via Eng. José Sócrates que na altura não era o Primeiro, mas já era o do Ambiente e da Administração do Território) da impossibilidade de construir o campo de golfe no local inicialmente apontado para a sua instalação: Na Praia de Mira e numa área de aproximadamente 120 hectares contígua aos empreendimentos Miravillas e Miraoásis.
Tal impossibilidade, prendia-se com o facto da área a ser ocupada por aquele empreendimento ter sido classificada (Resolução de Conselho de Ministros nº.76/2000 de 05 de Julho) como… oh ironia das ironias… Rede Natura 2000.
Mal conformado com esta desfeita ao concelho de Mira – se fosse hoje, tenho a certeza, outro galo cantaria – o Eng. José Sócrates (o tal que na altura era o do Ambiente e da Administração do Território) assume com o João Maria (o Ribeiro Reigota que na altura era o nosso Presidente e já com considerável "amplitude temporal" no cargo) dois compromissos: "Estudar uma relocalização do golfe noutro espaço não integrado na Natura 2000" e…bem, quanto ao outro compromisso permitam-me o mesmo tratamento que o nosso João Maria (o Ribeiro Reigota) lhe deu: Mandá-lo às urtigas. Acontece que enquanto o João Maria (o Ribeiro Reigota) resolveu simplesmente mandar às urtigas o outro compromisso sem que lhe tivesse ocorrido dar uma explicação às "tropas", eu recomendo que dele, do outro compromisso, tomem conhecimento consultando as páginas 26/27/28 e 29 da acta do Executivo Camarário realizada em 14 de Novembro de 2000 (
http://www.cm-mira.pt/ / órgãos autárquicos /Câmara Municipal / Actas / ano 2000 / 14 de Novembro).
Para terminar que a prosa vai desenxabida (com um X… xabida e eu a pensar que era com um S), apenas uma chamada de atenção ao autor deste blog: Num texto publicado em 08Março2006 – Golfe. Vai uma tacada? – o João Carlos Rua, dissertando sobre a "novela" do golfe (aqui abro parênteses para reafirmar a minha opinião na "riqueza" do nosso concelho de Mira em matéria de "novelas") a dada altura, escrevia: Mira, não tem tido sorte nenhuma!...
Não deixando de concordar inteiramente consigo, meu caro João Carlos da Silva Rua, eu diria mais: Mira, tens tido um azar do caraças!... NOTA (muito importante) – Desculpem-me a familiaridade, mas dado que sou muito amigo de Mira e nutro por ela elevadíssima consideração, estima e carinho, permito-me tratá-la como trato os amigos que assim considero: Segunda pessoa do singular dos pronomes pessoais … Tu.