FESTAS S. TOMÉ. Uma excelente decisão e uma grande interrogação

Texto de
João Rua
I
O Centro da Vila merece as Festas como as Festas merecem o Centro. Porque é o centro, porque as pessoas assim o reconhecem e porque, ao longo do ano, não tem assim tantas oportunidades de cumprir o seu papel de centro pleno de vida e animação urbana. Aquele largo imenso, demasiado até, precisa de factores que o animem, precisa de desculpas que façam as pessoas lá irem, lá permanecerem, lá se encontrarem… Foi para isso que foi criado e pensado… Para ser um local de encontro e de sociabilidade…
Quando, quase por acaso, vi o layout do sítio das Festas deste ano, fiquei entusiasmado… Temos sítio que dignifica. Temos centro. Temos lugar de encontro.
II
Há maus hábitos que precisam se corrigidos. Pensar e organizar uma Festas sem saber à partida quanto vão custar à autarquia, pode ser costume, mas não é certamente um acto de gestão responsável.
Já nem discuto o sentido. Se são Festas de “forte apoio Municipal” tem de haver um sentido, um objectivo claro de política municipal… e aí, o modelo actual pode e deve ser discutido. Mais “tipo Expofacic”? Mais tipo Tradicional? Mais outra coisa qualquer ?… Pretende-se o quê com as Festas? Esta é a questão de base que se deve colocar.
Só depois, então determinar, conscientemente, o quanto está disposto o município investir nesse acontecimento… Porque só assim se podem fazer balanços (análise custo – benefício) que devem ser obrigatórios, mais ainda, quando não há uma única entrevista ou análise da situação financeira da autarquia que não aponte para um mar de dificuldades…
… no meio de tudo isto, a execução das infra-estruturas da Incubadora ou a qualificação das Zonas Industriais não encontra suporte na capacidade de investimento municipal…
Como é que é isso de prioridades?
O Centro da Vila merece as Festas como as Festas merecem o Centro. Porque é o centro, porque as pessoas assim o reconhecem e porque, ao longo do ano, não tem assim tantas oportunidades de cumprir o seu papel de centro pleno de vida e animação urbana. Aquele largo imenso, demasiado até, precisa de factores que o animem, precisa de desculpas que façam as pessoas lá irem, lá permanecerem, lá se encontrarem… Foi para isso que foi criado e pensado… Para ser um local de encontro e de sociabilidade…
Quando, quase por acaso, vi o layout do sítio das Festas deste ano, fiquei entusiasmado… Temos sítio que dignifica. Temos centro. Temos lugar de encontro.
II
Há maus hábitos que precisam se corrigidos. Pensar e organizar uma Festas sem saber à partida quanto vão custar à autarquia, pode ser costume, mas não é certamente um acto de gestão responsável.
Já nem discuto o sentido. Se são Festas de “forte apoio Municipal” tem de haver um sentido, um objectivo claro de política municipal… e aí, o modelo actual pode e deve ser discutido. Mais “tipo Expofacic”? Mais tipo Tradicional? Mais outra coisa qualquer ?… Pretende-se o quê com as Festas? Esta é a questão de base que se deve colocar.
Só depois, então determinar, conscientemente, o quanto está disposto o município investir nesse acontecimento… Porque só assim se podem fazer balanços (análise custo – benefício) que devem ser obrigatórios, mais ainda, quando não há uma única entrevista ou análise da situação financeira da autarquia que não aponte para um mar de dificuldades…
… no meio de tudo isto, a execução das infra-estruturas da Incubadora ou a qualificação das Zonas Industriais não encontra suporte na capacidade de investimento municipal…
Como é que é isso de prioridades?